De vinte e um dias, na sétima noite contamos a noite estrelada. O azul brilhante dos teus olhos reflectiam-se em mim, custava respirar... Abraça-me e beija-me, porque transformarás o instante em eterno. Serei Tua.
Agarro-me aos cinco sentidos.
Visão, olhares desvanecidos que se completavam de um para o outro;
Olfato, respiração do teu cálido aroma;
Audição, repetidas conversas jubilas daquela perfeição;
Paladar,um fumo granulado disfarçado entre o febril beijo;
Enfim, o Tacto... As unhas que te contornam o corpo, as tuas mãos que desenham o meu provocam-me curtos arrepios e um instante eterno nasce por ti. Agora arrepio-me sempre, a cada instante que tu tornas eterno.
"A pele mais bela", mas o teu olhar... o mais dócil que já vi, e vi-o algures quando um outro corpo viveu um passado meu. Vi-te e sei que me perdi por ti e tu por mim te perdeste, completamente atordoados pela flama tiraram-nos o coração.
Acordei com um corpo comprido e uns olhos abertos ao presente que te trouxe até mim. Atordoaste-me mais uma vez pelo azul oceânico da tua íris, viajei ao passado e conclui que ali acontecera o melhor instante eterno. Voltaste a mim.