29.6.11

Quando caminhas, caminhas sempre preocupada com aquilo que calcas.
Frequentemente, te descalças na tentativa de não tropeçares, mais uma vez, no enrodilhar dos teus pobres pensamentos.
Pensas em quê mesmo? Sabes, as coisas não são só pensamentos e preocupações. As coisas são, são, são... Corpos nus, que à primeira vista te parecem cobertos de vestuário enganoso, mas enganas-te.. Apesar da dificuldade que elas são para ti, para Eles, não são passam de meros vidros. Afinal, que vida tinhas tu sem as coisas? Elas prendem-te, e tu prendes-te a elas com tanta inocência e ingenuidade, que nem te dás conta dos teus passos pela estrada granulada que atravessas.
Estás, exactamente, igual. E prometeste-Te mudar... Agora, nem tens cor que te diferencie do granulado que assim vives, quem ganha cor são as coisas envolta do teu nublado corpo. Gozam com a tua pessoa, e tu, cega, ingénua prevaleces.



Vives, completamente, sozinha minha inocente. Tu não sentes saudade de algo que não consegues ter?
- Sinto. Sempre.


Que te prende a essa solidão cobarde, parva, que te apaga do meio?
- TU.

Eu?
- TU. EU. TU, és a minha prisão.

Dispo a roupa enganosa de mim mesma, ganho coragem para tocar na cor.
Concluo que, mesmo assim, estou neutra.

Sem comentários:

Enviar um comentário