Frequentemente, te descalças na tentativa de não tropeçares, mais uma vez, no enrodilhar dos teus pobres pensamentos.
Pensas em quê mesmo? Sabes, as coisas não são só pensamentos e preocupações. As coisas são, são, são... Corpos nus, que à primeira vista te parecem cobertos de vestuário enganoso, mas enganas-te.. Apesar da dificuldade que elas são para ti, para Eles, não são passam de meros vidros. Afinal, que vida tinhas tu sem as coisas? Elas prendem-te, e tu prendes-te a elas com tanta inocência e ingenuidade, que nem te dás conta dos teus passos pela estrada granulada que atravessas.
Estás, exactamente, igual. E prometeste-Te mudar... Agora, nem tens cor que te diferencie do granulado que assim vives, quem ganha cor são as coisas envolta do teu nublado corpo. Gozam com a tua pessoa, e tu, cega, ingénua prevaleces.
- Sinto. Sempre.
Que te prende a essa solidão cobarde, parva, que te apaga do meio?
- TU.
Eu?
- TU. EU. TU, és a minha prisão.
Dispo a roupa enganosa de mim mesma, ganho coragem para tocar na cor.
Concluo que, mesmo assim, estou neutra.
Sem comentários:
Enviar um comentário