Quero queimar-vos, livrar-me dessa vossa pele dogmática. Quero ser livre, à parte das vossas vísceras verbais, que pensais ser?
Viveis uma existência que vos espelha uma face zoina de aparências. Pareceis um velho que não consome a diferença, palrais como um papagaio de falsete. E mesmo assim, assim mesmo uma agilidade de falcatrua vos enche, até ao dia que vós acordareis desse negro abajur que todos os dias, assim vos encobre a viver.

este texto dá-me arrepios, está genial.
ResponderEliminarnunca te conformes! love you.
Obrigada Twin.
ResponderEliminarEsta sociedade também me dá arrepios, arrepios de náuseas... São dogmáticos dia e noite, e nunca a um espelho se olham.
Tudo se devia inverter: o velho devia tornar-se senil a cada 5 minutos, o papagaio tagarelar de 6 em 6, e o negro abajur encobri-los com um reflexo de vidros partidos. Vidros que os cortassem.
Pele infectada...